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“Louvado seja o amor no qual não há possuidor nem possuído, em que ambos se rendem.”

2016 foi um ano literário muito bom. Ultrapassei minha meta, conheci muitos autores novos e também reli meus autores favoritos mais de uma vez. Comprei mais livros do que o meu orçamento permitia, mas também tive a certeza de que o meu dinheiro estava sendo bem gasto. Afinal, tem coisa melhor do que encontrar uma raridade por um precinho de banana?

Encontrei O Engate, da sul-africana Nadine Gordimer, na 24ª edição da Bienal do Livro de São Paulo. Para quem ainda não conhece o Pitacos Culturais, deve estar pensando porque eu compraria um livro que não tem mais de 50 leitores no Skoob. Mas, caso você não saiba, Gordimer é vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 1991. Ou seja, nada mais justo do que ela aparecer por aqui.

Bom, uma das coisas mais legais em se ler um autor estrangeiro é poder se transportar para o país que a história se passa. Em O Engate, o cenário se passa na África do Sul, onde o cenário de pobreza e miséria é bastante expressivo. Dois personagens se destacam na trama: Julie Summers, uma moça branca e de família rica, e Abdu, um rapaz pobre que trabalha como mecânico clandestinamente.

Com apenas um parágrafo, vocês já devem imaginar o contexto. Sim, trata-se de um romance que vemos muito no nosso cotidiano, onde pessoas de classes sociais diferentes se apaixonam e encontram dificuldades para ficarem juntos. Julie conhece Abdu (ou Ibrahim, seu verdadeiro nome) quando seu carro quebra na estrada, sendo amor à primeira vista. Quando ele tem problemas burocráticos e é levado para sua cidade natal, Julie se muda e busca formas de se adaptar a um mundo que nunca imaginou que existisse.

Enquanto Julie quer encontrar modos de prosperar na África do Sul, Abdu quer sair do país e começar uma nova vida nos Estados Unidos. Mesmo com todas as restrições jurídicas, o sonho se realiza e ambos precisam aprender a sobreviver juntos. Poderia ser só mais um romance, mas Gordimer mostra como o racismo e os choques culturais ainda estão presentes no nosso mundo contemporâneo.

Será que o amor é capaz de resistir a tudo mesmo? Aliás, será que o amor fora da literatura é capaz de resistir?

“Se a cama é a oferta mais simples de esquecimento, entre os amigos o vinho é a melhor maneira de adquirir coragem para lidar com os problemas.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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