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Dizem que os livros são sempre melhores que o filme e cheguei a conclusão de que essa eterna discussão nunca terá um veredicto final. Ontem, quando finalizei a leitura de O Regresso, do americano Michael Punke, fui para o Skoob dar a minha nota e tomei um spoiler gratuito do filme (que ainda não vi, diga-se por sinal).

Acho que as pessoas precisam aprender um pouco sobre como as coisas funcionam no mundo literário e cinematográfico: dificilmente o filme vai ter todos os mesmos elementos do livro e mais impossível ainda será agradar o público que consome os dois. Portanto, vejo uma necessidade das pessoas em aprenderem a julgar cada obra por si só e não desanimem o amiguinho que quer ler ou assistir.

Acredito que a maioria das pessoas tenham conhecido O Regresso por meio do cinema, ainda mais após a premiação de melhor ator (Leonardo DiCaprio), diretor (Alejandro G. Iñarritu) e  fotografia. “The Revenant”, o nome original, significa “o vingativo”, explicando por si só como o título já conta o que acontece na obra: uma mistura de relatos reais e ficcionais sobre a vida de Hugh Glass.

O período relatado na obra é 1823, quando um grupo de caçadores da Companhia de Peles Montanhas Rochosas exploravam novas terras dos Estados Unidos, tendo como inimigos o clima, os animais selvagens e os índios que encontravam pelo caminho. Certo dia, Glass é atacado por um grande urso e fica gravemente ferido, supondo que suas chances de sobrevivência fossem mínimas.

Dois homens responsáveis por cuidá-lo, Bridger e Fitzgerald, resolvem abandoná-lo sem munições e alimentos, fazendo com que Glass tenha que encontrar sua própria força para sobreviver e ainda vingar aqueles que o deixaram nessa situação ruim. Mesmo com todas as adversidades, ele enfrenta a fome, os predadores e o difícil processo de recuperação das feridas. Será mesmo que tudo isso seria em vão? Não para Glass, que seria capaz de enfrentar uma guerra para vingar o sentimento de traição contido em uma viagem de quase cinco mil quilômetros.

Vi algumas resenhas sobre a obra, julgando as motivações do personagem principal para uma vingança. Por diversos momentos, eu sofri com Glass e é uma das poucas vezes que fui capaz de absorver o sentimento que o autor quer transparecer para seus leitores. Talvez, para a época, o roubo de uma arma fosse algo motivacional para uma terrível vingança, diferentemente de hoje, onde as pessoas se sentem reféns ao perderem seus celulares.

Apesar dessa comparação esdrúxula, quero defender a obra de Punke, que é muito mais do que uma história de vingança. Trata-se de uma aula de História Americana, onde podemos aprender sobre as principais tribos indígenas dos Estados Unidos, bem como lições de sobrevivência em situações de perigo. Afinal, o que você faria se você estivesse ferido e te abandonassem em um local sem suprimentos: iria desistir ou persistir?

O Regresso, na verdade, é exatamente como o título em português propõe: o retorno de um homem que foi buscar aquilo que sempre foi seu (e isso inclui armas e também a sua dignidade).

“Não pense em um futuro distante. O objetivo de cada dia é a manhã seguinte.”

Fonte: Skoob

Fonte: Skoob

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