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Enquanto estava preparando o rascunho desse texto, me deparei com uma discussão em um grupo do Facebook sobre a superficialidade literária de livros sobre YouTubers. Sempre acreditei e fiz o possível para incentivar a leitura e a diversificação do repertório, mas acredito que ler é muito mais do que entretenimento: é aprendizado, informação e cultura.

Desde que o Pitacos Culturais foi lançado em 2013, fui sugerindo critérios para fazer com que minha leitura tivesse objetivos. E, quando conheci a coleção Clássicos Zahar, da editora Zahar, era a porta de entrada que eu precisava para segmentar uma parte do meu hábito. Isso me fez também perceber que ainda existem editoras preocupadas com a qualidade, em vez da quantidade.

Recentemente, tive a oportunidade de conhecer a obra A Besta Humana, do renomado autor francês Émile Zola (sim, ele é  homem). Para quem não conhece o escritor, assim como eu, Zola é renomado na França e tem um repertório diverso de trabalhos, como poesias, romances, novelas, séries e até peças de teatro. Entre as mais famosas, está A Saga dos Rougan-Macquart, que é composta por 19 obras, sendo A Besta Humana a décima sétima.

Não sei o quanto de informação perdi por não ter lido as outras 16 primeiras obras, mas acredito que a escolha da editora para lançar somente esse título não tenha influenciado no meu entendimento. A Besta Humana, lançada pela Zahar, conta com comentários e tem uma apresentação de Jorge Bastos, o tradutor. Será que consigo convencê-los a ler?

Bom, o cenário é a França de 1870. Naquela época, os trens eram a vapor e, devido a sua falta de tecnologia, faziam poucas viagens. A linha citada é a que cruza Paris à Le Havre, uma região portuária e Jacques Lantier é um maquinista com características peculiares: ele vive atormentado pelo desejo de matar as mulheres por quem se sente atraído.

Em uma das viagens, conhece Séverine, uma personagem que determina bastante o peso da obra do começo ao fim. Gostaria de fazer um pequeno spoiler da narrativa, mas acredito que poucas palavras resumem o conceito de A Besta Humana: violência, traição, amor, sexo e instintos selvagens.

O que você encontra aqui é mais ou menos o roteiro de uma novela da Globo, mas com atores/personagens bem mais articulados para contar uma história que realmente explora a nossa bestialidade frente a tantas situações que fogem do nosso controle. Sobre o peso de A Besta Humana para o meu repertório, vejo que não consegui digeri-lo tão bem. É uma obra que não me prendeu, mas que mesmo assim conseguiu despertar alguns sentimentos de ansiedade. Afinal, tem como não se interessar por histórias de crimes passionais?

Observação: vi em alguns blogs a comparação da obra de Zola com a de Honoré de Balzac. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de conhecer a obra do também escritor francês. Sem contar que existe um filme (com o mesmo título) que foi dirigido por Jean Renoir e lançado em 1938.

“E quando se falha contra as pessoas, não se pode falhar contra a sim mesmo.”

A Besta Humana

Fonte: Skoob

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