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Aproveitei a maré que A Cor Púrpura, da americana Alice Walker, despertou em mim e resolvi nadar rumo a mais uma obra que explicasse o que todos deveriam saber: por que o mundo e as pessoas estão mais feministas e, afinal, por que ser? Confesso que antes de ler a obra Sejamos Todos Feminista, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, não tinha conhecimento ou noção do termo “feminista”, que cada vez mais vem sendo tratado na mídias e nos bate-papos entre amigos.

Para começarmos esse texto, nada melhor do que utilizarmos a explicação da autora para o termo: “feministas são pessoas que acreditam na igualdade social, política e econômica entre os sexos”. Apesar da obra de Chimamanda ser curta e ocupar apenas uns 30 minutos da sua vida, a discussão é longa. Tudo começou quando ela foi convidada para se apresentar do TED, uma conferência de tecnologia, entretenimento e design, que trata tópicos desde ciência e negócios.

Ao falar sobre “O Perigo de Uma História Só” (A Danger of a Single Story), Chimamanda explica e exemplifica as principais situações por quais as mulheres passam, demonstrando a disparidade no tratamento de nas esferas sociais, políticas e econômicas. Ainda tem dúvidas? Quantas vezes você já se deparou com situações preconceituosas no trabalho, na rua, em casa, no transporte público, na balada e até no bar com os amigos? Isso nos faz perder as contas nos dedos e ainda aumenta a indignação que sentimos ao lembrar.

O que dizer dos chefes homens, que ganham até 30% a mais do que as mulheres, mesmo exercendo o mesmo cargo e função? O que dizer das mulheres que precisam justificar suas escolhas e capacidades? O que dizer das situações de assédio moral e físico que muitas mulheres passam diariamente, justamente pelo fato de terem seios e bumbum? Aliás, o que faz a gente acreditar que não precisamos de feminismo? Antes que você prossiga com o texto, recomendo a leitura desse artigo do Razões para Acreditar, onde homem e mulher trocam de e-mail no trabalho e comprovam como o machismo está enraizado da forma mais banal possível.

Com uma linguagem bem simples, Chimamanda mostra os principais problemas e quais suas soluções. Para ela, que é nigeriana, foi um pouco mais difícil, mas as 87 páginas de Sejamos Todos Feministas nos faz enxergar que é possível, sim, impor os direitos igualitários a ambos os sexos, não esquecendo que ser feminista não é necessariamente defender uma mulher, mas sim a dignidade e o direito dela de ser, fazer, pensar e agir do jeito que quiser.

Quem quiser entender um pouco melhor sobre o discurso de Chimamanda, é só conferir a sua apresentação no TED, realizada em julho de 2009 e que acumula quase 12 milhões de visualizações. Quem dera um livro e um vídeo fossem capazes de mudar o mundo, mas enquanto tivermos ativistas como Adichie, podemos respirar um pouco aliviadas e torcer para que o amanhã seja cada vez melhor (e feminista!).

https://embed.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story

Sejamos Todos Feministas

Fonte: Skoob

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3 pensamentos em “Sejamos Todos Feministas (Adichie, Chimamanda Ngozi)

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