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Armada - Ernest Cline

“Medo é o assassino da mente. Medo é a pequena morte que traz a obliteração total.”

Quando recebi a notícia de que era parceira da Companhia das Letras no ano passado e do Grupo Editorial Record em 2017, a ficha caiu. Foi quando finalmente percebi que os meus gostos literários sempre foram muito definidos e, por isso, conquistei essas duas parcerias. Porém, também percebi que não podia mais restringir as minhas leituras por questões de apego. A emoção de ser uma parceira literária está em solicitar livros que você não compraria normalmente; está em se arriscar em outros gêneros, deixando o preconceito de lado.

Ano passado, ganhei da Amazon o e-book do livro Armada, do estadunidense Ernest Cline. Jamais pensei que incluiria uma leitura tão específica na minha lista e, apesar da experiência ter sido apenas mediana, preciso confessar que foi muito bacana. Quem acompanha o Pitacos Culturais já deve ter percebido que quase não rola ficção científica por aqui. Admito que adoro ficção, mas esse universo é um pouco demais para mim, além de um pouco técnico, não generalizando.

Aqui, temos a história de um menino chamado Zack Lightman, viciado em videogames. Sua mãe é enfermeira e o pai morreu em um acidente quando era criança. Zack encontrou nos jogos eletrônicos a sua paixão, ainda por ser um menino introspectivo e de poucos amigos. O que poucos sabem é que suas habilidades desenvolvidas no jogo Armada, que leva o nome do livro, na verdade é um treinamento para que os terráqueos combatam os ataques de alienígenas.

Bom, até aí tudo bem. A outra parte bacana de tudo isso são as referências usadas no livro, portanto, se você teve uma infância com Super Mario Bros., Pacman, Atari e Mega Drive, com certeza vai se identificar. E tem mais: se você também curte as sagas Star Wars, Star Trek e outras obras cinematográficas da ficção científica, como Aliens, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e afins, vai pirar bastante. Além disso, ainda temos referências musicais de canções que também fizeram parte das trilhas sonoras dos jogos eletrônicos.

No entanto, existe uma parte chata em Armada e ela consiste basicamente na chatice de tentar imaginar um mundo completamente fora da nossa realidade. São naves espaciais, drones, armas, jogadores de videogames e todo esse universo nerd que você já sabe. Apesar de não me atrair muito, devo confessar que toda a narrativa de Cline se interliga e em muitos momentos me vi interessada, sentindo aquela vontade de entrar no livro. Mas, em outras parte, me vi desanimada, pois Zack Lightman é um personagem que tem muita coisa para contar, desde sua infância até o momento em que é convocado para combater alienígenas, o que acaba deixando a história um pouco cansativa. Mesmo assim, vale a experiência!

Armada

Fonte: Skoob

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