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Até o Fim da Queda - Ivan Mizanzuk

“O suicídio, a meu ver, só pode ser considerado um ato heroico quando se realiza em si mesmo – assim como um ato de bondade só é genuíno quando justifica-se por si próprio, sem qualquer interesse além da vontade de ‘ser bom’.”

Fui convidada para a terceira ação da Editora Draco e resolvi aceitar o desafio de conhecer o catálogo de e-books da marca, que é brasileira e especializada em autores nacionais de literatura fantástica, ficção científica e histórias em quadrinhos. Fiquei bastante animada com a oportunidade e aproveito o post para comentar sobre a minha experiência com Até O Fim Da Queda, do autor brasileiro Ivan Mizanzuk.

De todas as parcerias literárias que já tive, a da Editora Draco é uma das mais excêntricas. Em vez de livros físicos, recebemos códigos para baixar e-books na Amazon ou iBooks. Confesso que adoro ler no smartphone (infelizmente, ainda não tenho um Kindle), mas a experiência foi um pouco diferente. Até O Fim Da Queda tem uma diagramação diferenciada e, devido ao formato da história, acabou atrapalhando um pouco a minha leitura.

“Livro que vende muito é ruim.”

Aqui, temos um escritor de terror que decide reescrever a história de sete jovens que se suicidam com a suspeita de que seja um ritual satânico. Após o lançamento do livro, Daniel Farias – o escritor – é acusado de ter lançado uma obra que incentiva as pessoas a se matarem após a leitura. Os capítulos são divididos em diálogos, entrevistas, artigos de jornais e outros elementos que justifiquem o que vem ocorrendo.

Em alguns momentos, fiquei na dúvida se estava lendo uma obra de ficção ou um livro-reportagem. A narrativa de Mizanzuk é fluída e, por diversas vezes, cheguei a acreditar que se tratava de um fato real. Porém, as ideias se misturam de uma forma estranha, passando a imagem de ser algo falso, tipo aquelas histórias que um parente conta nas reuniões de família. Até O Fim Da Queda não convence, mas o posfácio é de impressionar: os cuidados do escritor para deixar a narrativa mais real são visíveis.

Descubra com os seus próprios olhos.

“O ser humano é um ser fictício. Optamos por visões mais confortáveis, reinventamos ou esquecemos aquelas que não nos satisfazem. Excesso de memória é uma patologia. A memória é sempre reinvenção, auto enganação. É um mecanismo de sobrevivência. Nos deixamos convencer pela narrativa que é mais confortável. Mas, repito, a verdade não está garantida em lugar algum. A ficção é o lugar em que, por excelência, a memória é reinventada e não há incômodo para isso.”

Até O Fim da Queda

Fonte: Skoob

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