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O Segredo de Heap House - Edward Carey

Odeio sagas, trilogias, séries e afins. Para mim, as histórias cabem em um só livro e a divisão de uma obra literária em várias outras nunca foi atrativo. Pelo contrário, acho até que se trata de uma jogada de marketing para que as editoras possam vender cada vez mais. Mas, venho aqui para dizer que melhorei a minha opinião sobre isso.

Quando escolhi O Segredo de Heap House, do escritor e novelista britânico Edward Carey, não sabia que estava embarcando apenas na primeira parte da história sobre a Família Iremonger, que vive na famosa Heap House. Além disso, também não imaginava que fosse chegar na última página e desejar tanto que a narrativa não tivesse acabado. Fui convencida e agora gostaria de explicar o porquê!

Primeiramente, o charme começa quando descobrimos que O Segredo de Heap House é uma obra ilustrada pelo próprio autor. Isso fez com que a minha imaginação fluísse bem mais do que em outras leituras com livros comuns. As narrativas estão concentradas em Clod, um dos Iremonger, e em Lucy Pennant, uma órfã recém-chegada na casa que é um verdadeiro labirinto de cômodos e escadas.

Outro ponto interessante é a analogia da história ao clássico Desventuras em Série, do escritor americano Lemony Snicket. Não exatamente o contexto, mas, sim, a semelhança na forma bizarra de contar as aventuras de duas crianças. Apesar de não ter lido a obra de Snicket – vi apenas o seriado da Netflix -, identifiquei muitas similaridades e, desde então, soube que eu iria me divertir muito.

A cada capítulo, os personagens são apresentados, inclusive os objetos. Em Heap House, cada habitante tem um objeto de nascença que condiz com a sua personalidade. Como se não bastasse, o menino Clod costuma ouvir vozes que ninguém mais é capaz de perceber, fazendo com que essa característica seja bastante trabalhada na história. Parece estranho, mas isso é só um pedaço das várias maluquices que você vai encontrar na família Iremonger.

A princípio, O Segredo de Heap House parece uma história para crianças. A verdade é que Carey consegue contar o dia a dia da família sem infantilizar a narrativa, mesmo se tratando de uma narrativa ficcional. A parte lúdica de Heap House é tão bem trabalhada que a impressão que fica é de que a obra é para todas as idades, apesar de nitidamente ser uma ficção para crianças e adolescentes.

Gostaria de contar um pouco do que acontece em Heap House, mas mudei de ideia. Deixo aqui o meu convite para que você mesmo descubra as aventuras da família Iremonger. O café do nosso futuro bate-papo é por minha conta.

O Segredo De Heap House

Fonte: Skoob

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Um pensamento em “O Segredo de Heap House (Carey, Edward)

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