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A Senhora de Wildfell Hall - Anne Brontë

Romances britânicos sempre tiveram um lugar especial em minha estante. Apesar de bastante dramáticos, os ingleses sabem contar uma boa história de amor. Por isso, estava muito ansiosa pela leitura de A Senhora De Wildfell Hall, de Anne Brontë, a caçula das irmãs literárias – juntamente com Charlotte e Emily.

É importante lembrar que, assim como suas irmãs, Anne viveu pouco. Enquanto Charlotte conseguiu gozar de quase quatro décadas, Anne e Emily mal alcançaram os 30 anos. Isso nos faz refletir sobre a importância das três irmãs na literatura britânica, pois, mesmo com poucas obras no repertório, cada uma conseguiu desenvolver sua magnum opus, deixando um legado de boas referências para qualquer leitor.

A Senhora De Wildfell Hall é o segundo romance de Anne, publicado na metade do século XIX. Na época, o romance foi considerado ousado, já que os homens foram retratados da forma mais real possível, mostrando suas fraquezas e idiotices perante uma sociedade que engrandecia o homem e subestimava a mulher (não muito diferente dos dias atuais).

“Se a senhora quer que seu filho passe com honra por este mundo, não deve tentar remover as pedras de seu caminho, mas ensiná-lo a andar com firmeza sobre elas. Não deve insistir em levá-lo pela mão, mas deixá-lo aprender a ir sozinho.”

Entre os personagens principais, temos Helen Graham, Arthur Hutingdon e Gilbert Markham. Antes que você imagine que isso se trata de um triângulo amoroso, eu precisarei acabar com seus pensamentos. Aqui, temos uma narrativa em forma de cartas e/ou sempre em primeira pessoa, mostrando o ponto de vista de cada um.

Helen é uma mulher que, assim como muitas, ainda acredita em príncipes encantados. Ao se casar com Arthur, descobre que o marido não é nada daquilo que imaginava. Após sofrer uma traição, se vê obrigada a fugir com o filho e viver escondida de tudo e todos, mostrando que o fato de ser uma mulher casada não a impedia de lutar pelos seus direitos e de correr atrás da felicidade.

No caminho, conhece Gilbert e finalmente descobre o que é o amor. O que eles não sabiam é que teriam que enfrentar uma sociedade opressora e preconceituosa. Por muitas vezes, cheguei a me colocar no lugar de Helen e, mesmo achando algumas atitudes infantis, percebo que a personagem ainda é um símbolo da mulher do século XXI, que se vê obrigada a perdoar, chorar escondido, negar afeto e muitas outras coisas que nos fazem, diariamente, desistir do amor.

Mesmo sem nenhuma inspiração para opinar de forma inteligente sobre a obra, devo confessar que A Senhora de Wildfell Hall é um romance de tirar o fôlego. E se você espera um final feliz para a história de Helen Graham, vai ter que pagar para ver. Garanto que vai valer a pena! 😉

“Porque, minha querida, a beleza é uma qualidade que, assim como o dinheiro, em geral atrai o pior tipo de homem; e, portanto, é provável que traga problemas para quem possui.”

A Senhora de Wildfell Hall

Fonte: Skoob

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2 pensamentos em “A Senhora de Wildfell Hall (Brontë, Anne)

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