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A Travessia - Letícia Wierzchowski

Rufem os tambores, pois acaba de chegar a resenha do último livro da trilogia A Casa das Sete Mulheres. Após a leitura de A Casa das Sete Mulheres e Um Farol no Pampa, finalmente concluí a leitura de Travessia, intitulado como a obra especial que relata o amor entre Anita e Giuseppe Garibaldi, personagens que aparecem de forma tímida nas duas primeiras obras.

Antes de tudo, é importante que o leitor saiba que esta trilogia, apesar de fictícia, retrata de forma quase real a famosa Revolução Farroupilha e seus períodos pré e pós-guerra. Conforme citei no parágrafo anterior, Travessia é totalmente dedicado a Anita e Giuseppe Garibaldi, um casal que tinha tudo para ser uma linda história de amor. Mas não é bem assim que acontece.

Giuseppe aparece no primeiro livro. Conforme citei no parágrafo anterior, Travessia é totalmente dedicado a Anita e Giuseppe Garibaldi, um casal que tinha tudo para ser uma linda história de amor, mas não é bem assim que acontece.

Garibaldi é citado nas duas primeiras obras como o amor platônico de Manuela, a filha do general Bento Gonçalves. Ao ser prometida para o primo Joaquim, seu pai ordena que Garibaldi se afaste da filha. Nesse desencontro, ele conhece a catarinense Ana Maria de Jesus Ribeiro, também conhecida como Anita; uma mulher retratada por sua força, braveza e coragem.

Wierzchowski retrata o amor do casal de modo diferenciado na primeira e segunda parte da trilogia. Em compensação, Travessia mostra as dificuldades e as fraquezas dos personagens, mostrando que nem todo casal com um começo feliz é sinônimo de mar calmo. Ao partirem para Montevidéu, Anita descobre que, para Garibaldi, uma vida normal tende a ser monótona demais. É nessas buscas por guerras e lutas que descobre a vontade de trair e conhecer novos mares, deixando sua mulher sozinha.

Aqui, a decepção não é pela escritora, mas, sim, pelos personagens. Longe de apenas desejar finais felizes, devorei Travessia com ansiedade e esperança de que, em algum momento, Anita e Giuseppe salvariam a história com muitas aventuras. Anita é uma personagem tão forte que não me surpreenderia se fosse ela a abandonar o marido e partir, mesmo sabendo do contexto da época, onde as mulheres eram submissas e o machismo rolava solto.

Como não sei até onde isso é ficção ou realidade, prefiro acreditar que Wierzchowski escolheu o melhor destino para esse casal e que eu apenas sou uma leitora frustrada. Ler com sede ao pote nos faz ter mais chances de se decepcionar. Afinal, quem nunca? Ao menos, terei belas frases para refletir até a minha morte.

“A pobreza a gente engana. Ou, até melhor, a pobreza liberta-nos de muitos enganos.” 

“Porque mulher também tem direitos e, como tem o direito de se falar, também pode colocar a boca no mundo.”

“Quando se sabe demais, o silêncio é um esconderijo.”

“O sonho é um mundo paralelo, morno, sem espinha vertebral, livre do tempo. As coisas vão e vêm como as marés.”

“Afinal, o amor tem poderes  o que eu respeito e admiro. Mas a vida e a morte pairam acima do amor, ou, ao menos, podem ceifá-lo naquilo de palpitante e de humano que ele tem.”

“Mas não existe doença neste mundo cujo sintoma seja unicamente o pranto, a não ser a doença de amor.”

“O amor sabe ser um violento campo de batalhas, e é sempre uma luta sem vencedores nem vencidos.”

“A felicidade, saibam vocês, é como um pássaro de breves pousos. Ela espalha seu orvalho no bater das suas asas inquietas; depois, se vai por outros caminhos, eterna, incansável em sua viagem de esperanças.”

Travessia

Fonte: Skoob

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