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A Febre do Amanhecer - Péter Gárdos

Livros são como aviões que te levam para viajar sem que você precise sair do lugar. Desta vez, o cenário é a Suécia. Mesmo com poucas descrições em A Febre do Amanhecer, do húngaro Péter Gárdos, consegui imaginar as cores, o cheiro e o barulho dos lugares. Não estranhe em ver por aqui mais uma obra sobre o período da Segunda Guerra Mundial: essa daqui tem um gostinho especial.

Já parou para pensar em como os períodos das guerras mundiais foram devastadores? Agora, imagine como os sobreviventes ficaram após esse pesadelo. Aqui, temos Miklós, um jovem húngaro que sobreviveu ao campo de concentração. Como foi relatado nos livros de História, quem sai das batalhas vivo geralmente teve algum comprometimento grave na saúde.

Um dia, Miklós descobre que seus pulmões  foram comprometidos e que só tem seis meses de vida. Isso mesmo, cerca de 180 dias para viver. A notícia, que poderia desanimar a qualquer um, foi o estopim para que ele tivesse a ideia de se casar antes que o seu fim chegasse. Para isso, precisava de uma esposa, o que o fez se corresponder com 117 mulheres húngaras que também estavam se recuperando do período pós-guerra.

Lili está do outro lado do país, mas decide se corresponder. Durante seis meses, o casal se correspondeu por cartas e telegramas, fazendo com que o impossível acontecesse. Tudo isso por causa de uma enorme vontade de viver, amar e, principalmente, ser amado. Gosto sempre de ressaltar em minhas resenhas se existe ou não um final feliz para nos alegrarmos, mas Gárdos merece que você mesmo descubra o que ele reservou para A Febre do Amanhecer.

Antes que vocês julguem, não é mais um livro sobre a guerra. A obra é baseada em fatos reais e trata-se de um relato sob o ponto de vista de Gárdos para a história de amor de seus pais. Eu sempre gosto de ouvir como as pessoas se encontram na vida e essa é mais uma prova de que o amor… Ah, ele sempre dá um jeito!

“É preciso cuidado com o horror. Transforma-se em ódio com facilidade. Logo em seguida vem a agressão. Mais tarde, a ideologia.”

A Febre do Amanhecer

Fonte: Skoob

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