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A Noiva Jovem - Alessandro Baricco

“O tango dá um passado a quem não o tem e um futuro a quem não o espera.”

Itália, um dos destinos mais românticos do mundo, não poderia ficar de fora quando o assunto é história de amor. Romances italianos costumam ter aquele cenário rústico e antigo, dando ainda mais o ar da graça às narrativas sobre as presepadas que a vida nos prega. Afinal, ninguém melhor do que um próprio italiano para narrar um caso ocorrido no início do século XX, sem deixar o contemporâneo e moderno de lado.

A Noiva Jovem, de Alessandro Baricco, não chama atenção pela capa e nem pelo título. É, basicamente, uma obra que passa a impressão de ser “só mais uma história de amor”, o que não deixa de ser verdade. Críticos comparam seu romance com o estilo literário de Nabokov, onde o erotismo é evidente e as narrativas se desenvolvem de forma rápida em poucas páginas.

“Veja, aqui as pessoas se inclinam a crer que a infelicidade é um desperdício de tempo, e portanto uma forma de luxo que, ainda por certo número de anos, ninguém poderá se permitir. Talvez um dia. Mas, por enquanto, a nenhuma circunstância da vida, por mais penosa que seja, é concedido roubar aos ânimos algo mais do que uma momentânea desorientação. A infelicidade rouba tempo à alegria, e na alegria se constrói prosperidade.”

A sensação de marasmo é uma grande companheira na leitura e é difícil se interessar pela narrativa sobre a personagem principal, que leva o nome do livro e é sempre citada como Noiva jovem. Ao se mudar para uma cidade italiana com a futura família de seu noivo, descobre que sua juventude será desperdiçada em meio a pessoas que não tem nada a lhe oferecer.

Aqui, os personagens também não têm nome. São conhecidos como Mãe, Pai, Filha, Filho, Tio e Modesto, que levei um bom tempo para entender quem era um dos principais rostos da história, juntamente com a Noiva. Ao contrário de muitos outros romances por aí, A Noiva Jovem não é narrado por uma única pessoa e tem muitas vozes que falam e contribuem para sua atemporalidade.

“Aqueles que nos amam nos traem, e nós traímos aqueles que amamos.”

De tão jovem que é, a Noiva ainda não sabe o que é o amor e por quem realmente está esperando. Estaria o Filho (neste caso, o noivo) na Inglaterra sonhando com a mesma vivacidade e esperança que a jovem moça? O destino estaria comandando suas escolhas ou a família seria a principal influência das suas atitudes inconsequentes? Assim como vi em outras resenhas, o desfecho de Baricco para toda essa novela é realmente sem açúcar.

Mas convenhamos: salgar uma história com lágrimas faz ela perder toda a graça, principalmente quando estamos emocionalmente bem. Que falte açúcar sempre, então.

A Noiva Jovem

Fonte: Skoob

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