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A Cor da Coragem - Julian Kulski

Mais uma vez, o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial são temas das minhas resenhas. Por muitas vezes, desejei que essas experiências literárias não passassem de ficções inventadas por algum escritor maluco, mas, infelizmente, as páginas registram um passado marcado de dor, tristeza, sofrimento e morte. Apesar do cenário se repetir, as histórias conseguem ser únicas, assim como as do polonês Julian Kulski, em A Cor da Coragem – A Guerra de Um Menino: O Diário de Julian Kulski na Segunda Guerra Mundial.

Definitivamente, não existem palavras suficientes para definir o que senti ao ler esta obra. Diferentemente do famoso O Diário de Anne Frank, com edição de Otto H. Frank e Mirjam Pressler, Kulski relata os acontecimentos sob a visão de um polonês e não de um judeu. Ele também era apenas uma criança quando a Alemanha invadiu a Polônia, mas era o filho do vice-prefeito de Varsóvia. Como sempre, as coisas mudam quando você tem um berço diferenciado.

Lançado pela Editora Valentina, A Cor da Coragem é um diário que intriga, pois foi escrito após o final da Segunda Guerra Mundial. Ou seja, trata-se de um compilado de lembranças aterrorizantes da mente de Kulski, sendo passadas para o papel por recomendação médica. Aqui, temos os relatos dos cincos anos da ocupação alemã no país que foi destruído e exterminado por uma nação que se julga a supremacia racial.

Basta folhear os livros de História para descobrir que a guerra deixa sequelas inimagináveis, onde seres humanos desesperados tentam fugir de torturas e da morte enquanto outros tentam buscar forças para enfrentar o inimigo. Kulski era apenas um garoto de 10 anos de idade quando tudo isso começou e me surpreende que sua memória seja tão vívida.

Outro ponto interessante é o registro fotográfico disponibilizado no decorrer da obra. Aqui, as pessoas não têm apenas um nome, mas sim um rosto. Você sabe como era a face do inimigo e como eram os rostos de sofrimento, o que causa uma sensibilidade ainda maior na leitura, sem deixá-la cansativa e repetitiva.

Além disso, A Cor da Coragem ainda disponibiliza um resumo do Holocausto e algumas perguntas para discussão em sala de aula, promovendo um debate educativo sobre um dos piores períodos da História Mundial. Até o momento, tive oportunidades de acompanhar esse momento histórico na visão de cada um, seja judeu (O Diário de Anne Frank), alemão (Nada de Novo no Front) e também polonês (A Cor da Coragem). Que vocês também possam ter uma visão geral e não se baseiem apenas em um relato, pois ao contrário do que muitos pensam, todos sofreram, inclusive os alemães.

A Cor da Coragem

Fonte: Skoob

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