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O Leilão do Lote 49 - Thomas Pynchon

Fiquei pensando em mil maneiras de começar essa resenha sem parecer uma leitora com ressaca literária e com dificuldades para encontrar um elo que me faça sentir aquele tesão pelos livros. Mas tem sido difícil essa tarefa, principalmente após notar que foram necessárias algumas noites mal dormidas para entender que algo não ia bem.

Iniciei a leitura de O Leilão do Lote 49, do norte-americano Thomas Pynchon, e descobri que estou com uma estafa de escritores dessa nacionalidade. Somente insisti nessa experiência porque o nome da obra faz referência (apenas nominal) com uma canção da banda brasileira Envydust, que se chama O Leilão do Lote 77.

E pasmem, a narrativa de um homem que deixa um inventário para sua ex-namorada não tem nada a ver com os delírios de um outro homem, aparentemente perdido nos purgatórios d’a famosa Divina Comédia, do italiano Dante Alighieri. São tantas analogias que busquei para encontrar sentido, mas sinto que só fracassei.

A decepção começou por aí. Uma leitura desesperada e sem sentido, mesmo após uma profunda reflexão sobre a sinopse, que sempre pareceu ser muito clara desde o começo, mas causou uma confusão enorme em mim. Talvez a pressão de Pynchon ser um dos “maiores escritores contemporâneos” fez com que eu tivesse dificuldades para entender como a história de Édipa Maas iria me surpreender.

O resultado de toda essa experiência está em uma resenha vazia e longe de qualquer outro artigo que você encontrar no Google. Quando procurei referências textuais para tentar entender o que ficou incompreendido, parecia que O Leilão do Lote 49 se tornou tão insano quanto uma obra de James Joyce ou William S. Burroughs. Seria apenas um delírio meu?

Acredito que os estudantes de literatura conseguem relacionar a importância de Pynchon, mas só mesmo a Teoria da Entropia, tão comentada nas resenhas que encontrei, pode explicar a complexidade da narrativa de O Leilão do Lote 49. As definições que podem fazer analogia com sua obra, como o ruído, a redundância e a imprevisibilidade, são fatores preponderantes.

Portanto, cabe a cada leitor expurgar seus sentimentos sobre essa obra, levando em consideração que a falta de compreensão nos leva para um pensamento mais crítico e dialogador. Mesmo não conseguindo opinar com argumentos mais coesos, deixo aqui registrado a minha vontade de reler Pynchon em outro momento de minha vida. Quem sabe o resultado não é melhor? Boa sorte para você também.

O Leilão do Lote 49

Fonte: Skoob

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