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Silas Marner - O Tecelão de Raveloe

Clássicos da literatura são imprescindíveis para entendermos como determinado autor conseguiu revolucionar sua época por meio das palavras. Ao falarmos de George Eliot, um pseudônimo de Mary Ann Evans, notamos que a força do nome masculino incide diretamente no poder da mulher (e também na falta dele) durante alguns períodos da história.

Estamos falando de uma escritora britânica do século XIX, que acreditou que usar pseudônimos masculinos a ajudassem a ter seu trabalho levado a sério. Um problema social que não a impediu de escrever romances que seriam lembrados não por seu contexto, mas por sua resistência a essa barreira chamada preconceito de gênero.

Sendo assim, quero deixar bem claro que o fato de George Eliot ser uma mulher não mudou as minhas impressões sobre a leitura. Aliás, em nenhum momento você consegue identificar tal coisa em Silas Marner: O Tecelão de Raveloe. Portanto, essa resenha analisa nada mais que a capacidade da autora em envolver os leitores com sua narrativa.

Bom, não é mistério que o personagem principal da obra se chama Silas Marner, que leva o mesmo nome do livro. E sim, ele é um tecelão. Apesar de ser quase cego, realizava suas funções com maestria e foi dessa forma que conseguiu acumular suas riquezas. Ao ser obrigado a fugir da cidade onde nasceu por uma acusação infundada, temos aqui um exemplo claro de como o mundo dá muitas voltas.

Como se não bastasse, sua pequena fortuna é roubada. O que parece ser o fim e a escuridão, é reparado pelo surgimento de uma criança de forma misteriosa no lugar do ouro perdido. É somente a partir daí que entendemos o poder de George Eliot em cativar seus leitores, oferecendo mais uma reviravolta impressionante.

A luta de Silas Marner, um proletariado que queria apenas seu espaço respeitado, tem final feliz, apesar de sabermos que a ambição e o preconceito são fatos que ultrapassaram a barreira do tempo e ainda continuam em nosso cotidiano. A crítica dessa obra e de George Eliot é apenas uma pequena porcentagem do que ainda continua acontecendo e não tem previsão de fim. Cabe a cada um de nós fazer a sua parte e amenizar a dor da injustiça, que vamos sentir em pelo menos um momento de nossas vidas.

“Na minha opinião, há sujeitos que não conseguem ver fantasmas, nem que estejam bem na frente deles. E há motivos para isso. Minha mulher, por exemplo. Não consegue sentir cheiro de nada, nem se botarmos o queijo mais forte que existe debaixo do nariz dela. Eu, de minha parte, nunca vi fantasma. Mas costumo dizer a mim mesmo: “Vai ver que não tenho o nariz bom para isso.” O que quero dizer é que estou comparando um fantasma com um cheiro, ou vice-versa. Por isso, estou a favor dos dois lados. É como sempre digo: a verdade está na média.”

Silas Marner: O Tecelão de Raveloe

Fonte: Skoob

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