Home

A Floresta Sombria - Cixin Liu

“Como o sol e o universo vão morrer um dia, por que a humanidade deveria acreditar que precisa ser imortal?”

Após o aclamado O Problema dos Três Corpos, a Companhia das Letras, responsável pelo selo Suma (antigo Suma de Letras) traz para solo nacional a continuação da tão aclamada obra de Cixin Liu e o segundo volume da trilogia vencedora do Hugo Award: A Floresta Sombria, que posso adiantar que é bem diferente do primeiro volume, não parecendo ser do mesmo autor.

Bom, após finalizar a leitura do primeiro volume, temos que levar em consideração os fatos que não podem ser esquecidos. Primeiro, a humanidade, que se prepara para uma invasão alienígena e o risco eminente dos Sófons (que são partículas subatômicas), onde estão em todas as partes da Terra e revelam todos os conhecimentos e segredos da humanidade, sendo assim, a própria humanidade um livro aberto para os invasores.

É através desse prelúdio que A Floresta Sombria desenvolve seu enredo. Tão diferente do primeiro volume, que não parece ser do mesmo autor, pois temos Liu focado na história de seu país de origem, a China. Ao se aprofundar no sci-fi, somos levados para outra realidade, o que é algo fantástico.

Já na continuação, podemos sentir que o grande clímax, sem dúvida, é A Floresta Sombria, o mais importante arco até agora, pois o autor responde com imponência as perguntas que ele mesmo deixou aberto, usando soluções inteligentes e fugindo do clichê de histórias de ficção cientifica.

Aqui, ele encontra uma saída para os Sófons, que no segundo livro é chamado de projeto Barreiras, onde quatro pessoas são escolhidas para serem encarregadas de pensar em uma estratégia para a salvação da mundo, se isolando e protegendo os segredos em suas mentes.

Grande parte da obra se desenvolve nesse projeto Barreiras, mostrando que Liu apresenta uma habilidade tremenda de imaginação e como ele vê o mundo. Isso é o que costumo chamar de milagre da leitura, você pode ver o mundo pelos olhos de outra pessoa.

Talvez eu esteja vendo coisas onde não existe, porém, para aqueles leitores fãs de ficção- cientifica, é um ultimato, quase uma obrigação, a leitura desse livro. O que quero dizer é que pude sentir uma certa influência do mestre Asimov e do seu clássico soberano Fundação, pois ambas as obras têm saltos temporais (alguns curtos, outros longos) que demonstram a transformação da humanidade e a diferença que alguns personagens já queridos causam em nós.

Foi instantânea também a referencia de outros livros do gênero, como Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), 2001 – Uma Odisseia no Espaço (Arthur C. Clarke) e Laranja Mecânica (Anthony Burgess), que o autor cita diretamente. Confesso que acho essa homenagem muito bonita.

Sendo assim,  A Floresta Sombria combina beleza, ação, aventura, suspense e uma imaginação do c@#$lho. É um volume extremamente importante, porque ele cimenta os alicerces da último volume, que espero que seja tão bom ou melhor que seus antecessores.

A pergunta que deixo para vocês é: a humanidade merece sobreviver? Aliás, ela conseguirá sobreviver? Duas perguntas a serem respondidas com uma boa dose de leitura. Saudações interplanetárias e nos vemos na velocidade da luz.

Resenhista: Lucas Gonçalves

A Floresta Sombria

Fonte: Skoob

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s