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Sonata em Auschwitz - Luize Valente

Quando recebi Sonata em Auschwitz em parceria com o Grupo Editorial Record, mesmo sem ter solicitado a obra, o sentimento foi de desânimo. Já tinha feito diversas leituras sobre a atmosfera do Holocausto e estava um pouco enjoada do assunto, mas tenho de confessar que foi um dos melhores presentes que recebi da editora.

“Quem é o homem mais rico do mundo?” Kurt respondeu: “O ladrão de lágrimas. A riqueza de um homem se mede pela quantidade de lágrimas que ele extrai de outros homens em seu funeral.”

A primeira coisa que você deve fazer ao se aventurar pela narrativa é deixar o preconceito de lado. A jornalista brasileira Luize Valente tem bastante maturidade e quase nem dá para acreditar que é uma ficção (e das boas!) com pitadas de fatos reais. Aliás, o tema judaico é uma pauta constante em seus livros e Sonata em Auschwitz é o terceiro romance a abordar o assunto.

Nem precisamos ressaltar que o cenário é de sofrimento. Assim como toda obra que li sobre a temática, é notável como o passado foi cruel com os judeus. Valente é uma escritora de muitos detalhes, mas sem cansar o leitor. As tramas do passado e presente se interligam de forma bem natural, portanto, as épocas e cenários distintos não dificultam a compreensão.

“Na dor – ou no amor, ou em qualquer sentimento, mas me fixo agora na dor -, o ser humano é a sua própria medida. Não há grau de comparação. Assim como duas pessoas não ocupam um mesmo lugar ao mesmo tempo, é impossível sentir como o outro sente. E a gente sempre acaba achando que nossa dor é mais dolorida que a do outro.”

Todos nós temos segredos e Sonata em Auschwitz tem um. Frida, a personagem centenária que aparece no início das primeiras páginas é quem dá o start para tudo, mostrando que o período da Segunda Guerra Mundial deixou severas sequelas e más lembranças nas pessoas. Amália, a personagem principal, é quem resolve descobrir suas origens para finalmente entender quem é o herói e o vilão.

Valente é uma montanha-russa e, apesar do desfecho ser revelado apenas nas últimas 30 páginas, sua narrativa faz valer toda a viagem. As violências que gostaríamos que não passassem de ficções infelizmente têm como base os relatos de uma sobrevivente do Holocausto, causando ainda mais comoção. Prepare o coração e boa sorte!

“O ser humano não quer saber o que de fato acontece na guerra. Se quisesse mesmo, aprenderia e não repetiria. Cada guerra é enterrada quando começa outra para fazer esquecer a que antecedeu.”

Sonata em Auschwitz

Fonte: Skoob

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