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A Livraria - Penelope Fitzgerald

Romances ingleses costumam ter boa fama por si só. Na maioria das vezes, nem é preciso de tamanha lábia para convencer os leitores de que existe uma mística por trás dos britânicos. Mas a verdade é que essa não é a primeira vez que me decepciono com um clássico da literatura em territórios ingleses. E acredito que muitas pessoas compartilham da mesma opinião que a minha.

Alguns anos atrás, encontrei nos livros a minha motivação para preencher meu tempo ocioso. Além disso, foi a forma mais inteligente que encontrei para adquirir conhecimento sem ter que me deslocar. Assim como eu, a personagem principal de A Livraria, da britânica Penelope Fitzgerald, transformou a literatura em uma motivação.

O cenário não tem período definido, mas imagino que seja datado no século anterior, mais precisamente entre as décadas de 70 e 90. Hardborough, a cidade costeira no interior da Inglaterra que predomina as páginas, não existe na vida real. Foi criada apenas para ser contextualizar toda a batalha de Florence Green, uma viúva de meia-idade, que decide abrir uma livraria na famosa Old House.

Consequentemente, a obra cinematográfica não conseguiu convencer o público, assim como o livro. Após muitas releituras e reflexões, percebi que nem mesmo a crítica à sociedade inglesa foi suficiente para sustentar o peso da obra. Mas temos que admitir que existem muitos tópicos para levar em consideração e discussão:

  • Florence Green, a personagem principal, é uma viúva que encontra nos livros a sua motivação para superar uma perda;
  • Ao chegar em Hardborough, a sociedade julga suas decisões por ser uma mulher sozinha;
  • Seus inimigos querem destituí-la para que possam transformar a Old House em um Centro de Artes;
  • Supostamente, o apelo artístico parece ter mais importância que o literário;
  • Sucesso é algo que realmente incomoda as pessoas;
  • Recomeçar é um direito de todos;
  • Mulheres tinham que lutar por respeito na época e, pelo visto, as coisas não mudaram muito;
  • Somente você pode determinar o início e fim das decisões da sua vida;
  • Homens não são a solução de todos os problemas.

Lançada pela editora Bertrand Brasil no mês de março, A Livraria já está disponível para compra. Ao contrário da maioria dos livros que viraram filme, a capa é atraente, mesmo que seja uma reprodução do pôster. São apenas 159 páginas, portanto, a leitura flui rápida. Apesar de tudo, o amor pelos livros resiste, pena que a narrativa de Fitzgerald não tenha causado tanta comoção e surpresa.

“Não ser bem-sucedido em uma coisa é o mesmo que falhar todas.”

A Livraria

Fonte: Skoob

Observação: em 22 de março de 2018, o filme foi lançado nos cinemas do Brasil. Em parceria com o Grupo Editorial Record, recebi um par de ingressos para conferir nas telinhas. Por questões de trabalho e horários disponíveis, não consegui conferir. Apesar de ser uma obra renomada e aclamada, poucas salas na cidade de São Paulo aderiram à exibição.

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