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Ubik - Philip K. Dick

Outra vez, me rendi a criatividade desse autor fantástico chamado Philip K. Dick, que para a ficção científica está no panteão, assim como Kubrick é para o cinema. Não é à toa que a originalidade contida em Ubik o transformou em um dos cem melhores romances de língua inglesa da revista Time.

K. Dick nos apresenta um futuro no qual a humanidade tem colônias no espaço, realizam viagens interplanetárias e até os utensílios domésticos são interativos. Coisas que, com certeza, são o mais próximo da nossa realidade hoje. Tudo isso são apêndices, porque o importante, o coração da obra, como podemos dizer, é a ideia das pessoas serem mantidas vivas após a morte. Tá bom, não tão vivas, mas com meias-vidas.

É assim como o autor descreve o estado das pessoas que são mantidas com a vida sendo prolongadas em locais especializados, esperando a sua reencarnação. Nesses locais, as famílias podem procurar quando desejam se comunicar com as pessoas já mortas,  realizando algo como se fosse uma ligação, que vai “gastando” o tempo de meia-vida dessas pessoas.

E como se não bastasse esse conceito de continuar “vivo” que o autor apresenta em seu livro, ele ainda mostra que nessa sociedade futurista há organizações de segurança que fornecem serviços com telepatas e paranormais para neutralizarem outros seres paranormais que possam, por exemplo, se infiltrar em grandes empresas para roubar segredos.

O pontapé inicial para a história é quando um grupo desses agentes paranormais (antipsis) vai a uma missão na lua e acaba caindo em uma armadilha. A partir desse momento, é dedo no c* e gritaria. K. Dick começa a desenvolver uma história que te pega de um jeito que você se sente dentro daquela realidade, se sente como os antipsis estão se sentindo.

Com as acontecimentos na lua, a história começa a regredir os anos, enquanto os personagens lutam para buscar o verdadeiro culpado pela armadilha criada enquanto suas vidas evaporam entre seus dedos. Eis que surge uma resposta em Ubik:

“Eu estou vivo e vocês estão mortos.”

Não tenho dúvidas que, se Philip k. Dick estivesse vivo hoje, tanto Ubik como O Homem do Castelo Alto, ou seu clássico soberano Blade Runner, teriam incontáveis continuações. Por que digo isso? Pois Philip K.Dick tem camadas em seus livros que poderiam ser abordadas com detalhes, enriquecendo assim ainda mais esse universo que nos é apresentado.

Mesmo não estando mais presente entre nós, ainda assim consegue presentear a humanidade com mais uma obra-prima do gênero de ficção cientifica.

Resenhista: Lucas Gonçalves

UBIK

Fonte: Aleph

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