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O Jardim Secreto - Frances Hodgson Burnett

Dentre todas as (poucas ou muitas) coisas que a literatura pode proporcionar, a atemporalidade é uma das mais importantes. É curioso como uma obra pode fazer tanto sentido quanto há um século, trazendo reflexões que um livro da atualidade seria capaz de proporcionar. A pauta de hoje é sobre O Jardim Secreto, um clássico britânico da autora Frances Hodgson Burnett que merece estar na sua lista de “ler antes de morrer’.

Mary Lennox é uma das primeiras personagens apresentadas na história, uma garotinha aparentemente mimada e ranzinza, que sai da Índia e vai viver com o tio na Inglaterra após a perda de sua mãe. Ao viver em seu novo lar, descobre que a mansão de Archibald Craven é um lugar recheado de mistérios. Desde a ausência do seu tutor, as centenas de quartos, os funcionários inquietos até o lugar que dá nome à obra: O Jardim Secreto.

Já Dickon é uma criança com personalidade muito especial e é um personagem que desdobra a leveza da narrativa, fazendo com que o encanto pela história seja verdadeiro. Colin, o filho do senhor Craven, é o personagem que fecha essa tríade de crianças e mostra que é muito mais do que um doente que reclama de tudo. Esse tal jardim secreto nada mais é que um lugar mágico e capaz de transformar as pessoas e tudo de ruim que há nelas.

Por ser uma narrativa infantojuvenil, é natural que a premissa de final feliz incomode a alguns. O progresso de três crianças curiosas e com vontade de viver é um clichê das telinhas e não seria diferente, tanto é que O Jardim Secreto é um clássico que foi explorado nas mais diferentes vertentes: foi adaptado para o cinema, teatro e televisão, mostrando as multifaces e a sensibilidade de um contexto que vai além das páginas.

Lembro que, quando iniciei o meu projeto pessoal de incluir a leitura de mais clássicos, as opções eram tão amplas que eu não tinha discernimento para opinar. Com pouco mais de dois anos, percebi que o hábito de ler precisa passar por desafios que fortaleçam a nossa concepção literária. Quanto mais variado é esse leque, mais conseguimos trabalhar o nosso senso crítico.

Outra coisa que me ajudou muito foi participar de eventos com rodas de discussão, que ajudam a estimular a nossa capacidade de opinar e refletir. Talvez seja por isso que O Jardim Secreto tenha me passado uma impressão tão positiva; sua lição moral e ética implícita faz com que Burnett seja sempre uma boa escolha quando o assunto é literatura.

O Jardim Secreto

Fonte: Skoob

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