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Fissura - Karin Slaughter

Meus velhos tempos de livros de crimes e mistérios voltaram para me assombrar de saudades. Resolvi então que queria ficar com embrulhos no estômago, mas não sabia por onde começar. Em alguns minutos no Kindle Unlimited, decidi que iria experimentar a norte-americana Karin Slaughter, que sempre teve destaque nas vitrines das livrarias brasileiras.

Escolhi Fissura, uma decisão um pouco arrependida, pois o título não se vende sozinho e a sinopse é meio dúbia sobre o que você encontra nas mais de 350 páginas. Acompanhada do meu Kindle Paperwhite, notei que a leitura corria mais rápido do que eu imaginava. A falta da apresentação dos personagens me deixava a dúvida sobre isso ser proposital, como se fosse o estilo de Slaughter, ou se era eu que peguei o caminho errado.

Will Trent é o nome do agente que você conhecerá nas páginas. Coincidentemente, é o nome da série de livros dedicada em mostrar as aventuras desse agente especial na Geórgia. Com cenário tipicamente americano, o ambiente de crime e tragédia é óbvio: envolve uma mansão com longas escadas e espaço o suficiente para um policial perder horas investigando.

Resta a nós, leitores, unir todos os pontos e descobrir o responsável pelo sequestro da filha de Abigail Campano. Uma narrativa que se desenvolve com muitos diálogos por meio da famosa suspeita em quase todos os envolvidos, além do final feliz que, sob o meu ponto de vista, é desnecessário. Sim, eu esperava uma última página com lições de recomeço após uma perda.

Existe uma característica bem interessante em Fissura, que é a descrição de personagens masculinos como pessoas desequilibradas. O que costuma ser muito comum em narrativas com predominância feminina, a autora traz indiretamente uma discussão sobre o comportamento do homem e como essa cultura de estupro ainda é persistente em quase todas as nações.

Apesar de não ser correto uma exploração da personagem pós-trauma, senti falta de um final em que o pai ausente fosse mais do que isso. A figura paterna, dita tantas vezes em frases como “eu sou um pai presente” e, na verdade, são apenas presenças superficiais que aprender somente quando a vida proporciona algumas provas de risco.

Obs.: ainda tem dúvidas sobre o que é “cultura de estupro”? Confira a reportagem do Guia do Estudante e não passe mais vergonha.

FISSURA

Fonte: Skoob

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