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A história de como esse livrou chegou em minhas mãos é um tanto quanto conturbada e cheia de percalços. Vou tentar resumir: era para ser um presente de uma outra pessoa que não merecia esse esforço da minha noiva, mas ela fez isso porque tem um coração gigante.

Mas é bom lembrar que ela só fez isso porque eu pisei na bola com ela, deixando este livro guardado por muitos anos, até que eu finalmente o resgatei da escuridão e relembrei dessa situação toda. Parece até um roteiro resumido, mas é digno de novela mexicana, daquelas que passam a tarde no SBT.

Vamos para o livro.

Umbigo Sem Fundo é do quadrinista norte-americano Dash Shaw e começa com a última reunião de família em uma casa isolada na praia, onde os pais são casados há mais de 40 anos e anunciam seu divórcio. Inclusive, essa notícia é o motivo por reunir todos os parentes novamente.

O desenrolar da história mostra como isso afeta cada um dos três filhos, sendo o principal fato que nos prende a história de Dash Shaw. O autor divide Umbigo Sem Fundo em três partes e pede para nós, leitores, fazermos uma pausa em cada uma das partes, pois ajuda a criar um elo com os personagens e digerir todo os acontecimentos.

O divórcio anunciado pelos pais levantam fantasmas da família e de sua convivência ao longo dos anos e suas relações interpessoais. Com diálogos realistas (às vezes até demais), Shaw traz uma relação emocional de uma família real, conseguindo demonstrar com maturidade as suas construções visuais nas páginas. Com certeza, você irá notar e até mesmo se identificar com os personagens.

“Após quarenta anos de casados, papai e mamãe Loony anunciam seu divórcio.”

É impossível ler essa obra e terminá-la da mesma maneira que começou. Não existem desculpas ou explicações. Mesmo com o sofrimento de seus filhos, o casal Loony não busca subterfúgios para explicar como a dor que eles ocasionaram aos filhos, tomando essa decisão que apenas ambos entendem o motivo.

Umbigo Sem Fundo tem dezenas de fatores que fazem você gostar dele: o personagem, o enredo, os desenhos, as decisões visuais e a sensibilidade do Dash Shaw, fazendo ser uma grande experiência para qualquer leitor.

Resenhista: Lucas Gonçalves

Fonte: Skoob

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