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Ser parceiro literário de grandes editoras é uma das responsabilidades que me fizeram aprender a ditar o meu ritmo literário, sem me obrigar a ler com mais velocidade do que sou realmente capaz. Acredito que, de certa forma, isso faz com que o processo de leitura seja feito de forma mais justa, incluindo as impressões na resenha.

“Eis algo realmente idiota sobre o mundo: o segredo para parecer interessante é não se importar em parecer interessante. De modo que o momento em que você chega ao ápice do interesse também é o momento em que você não está nem aí.” 

Por muito tempo, não enfrentava a dificuldade de terminar um livro, seja por preguiça ou por falta de interesse na narrativa. Uma Coisa Absolutamente Fantástica, do escritor norte-americano Hank Green, carregava todas as expectativas por ser uma obra do irmão do famoso John Green. Informação esta que não me afetou em nada e que, inclusive, foi descoberta somente após o término da leitura.

Lançado pela Seguinte, o selo mais jovem da Companhia das Letras, uma rápida leitura sobre a sinopse da obra de Hank Green já promete uma ficção em torno de adolescentes, internet e tecnologia. Tipicamente americana, a personagem principal é April May, que encontra uma escultura gigante de um robô. Juntamente com seu amigo Andy, decide gravar um vídeo e postá-lo no YouTube, tornando-se uma grande sensação ao mesmo tempo em que descobre que existem outras esculturas como essa em outras cidade.

“Uma das melhores coisas de ter dinheiro é poder pagar as pessoas para fazer um bom tempo trabalho. Outra coisa boa do dinheiro é que ele faz os problemas desaparecerem.”

Como consequência de tudo isso, April se vê obrigada a enfrentar a fama, a gerenciar seus relacionamentos e a buscar o verdadeiro significado deste robô em sua vida. Acompanhado de muito humor, Uma Coisa Absolutamente Fantástica é a definição de medo e coragem em meio a um cenário que não convence. Não me surpreende descobrir que outros leitores enfrentaram a mesma dificuldade que eu: a de se sentir interessada por uma personagem que não tem nada de atrativo.

É uma obra que poderia trazer o significado de algumas palavras, como “amor” e “amizade”, e não mostra nada mais do que uma protagonista interessada apenas em si mesmo. O cenário tecnológico também demonstra o tamanho da futilidade da internet e todas as suas consequências, indo desde a fama ao dinheiro, mas não convence por si só. É preciso adquirir certo sentimento negativo ou simplesmente abrir mão da empatia que cada ser humano carrega dentro de si. Haja paciência!

“A humanidade é isso, a solidariedade diante do medo. A esperança em face da destruição.”

Fonte: Skoob

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