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Todos sabemos que O Conto de Aia dispensa apresentações e sua autora também. Margaret é uma daquelas escritoras que tem um currículo de se invejar, com histórias originais e prêmios que a colocam entre os grandes e melhores de sua geração. A verdade é que só poderemos ter certeza disso daqui alguns anos, mas o material que temos em pauta hoje é riquíssimo e vai muito mais além do seu best-seller.

Em Semente de Bruxa, Atwood nos apresenta Felix, um diretor de teatro renomado; com fama de encantar e ao mesmo tempo surpreender o público. Tudo corria bem para apresentar sua mais nova criação, A Tempestade, obra clássica de Shakespeare, porém, as coisas não saem como ele pretendia, precisando fugir e se exilar, além de ser assombrado pelas lembranças de um passado que custa em passar. É remoendo toda essa dor que se vê obrigado a planejar sua vingança. 

Será que essa oportunidade chegará e Felix saberá o que fazer quando estiver frente a frente com seus algozes? Essas e outras perguntas são respondidas a cada página que avançamos texto adentro. Com uma facilidade incrível, Atwood guia seu leitor de modo metódico até não conseguir mais fugir e precisar devorar as páginas o mais rápido possível. Tudo isso para entender e descobrir o que acontecerá com os personagens que são montados e apresentados como uma das peças desse quebra-cabeça que é Semente de Bruxa

“Se você não é ninguém, não pode ser ninguém exceto se for outra pessoa.”

Na minha opinião, o que foi mais excepcional dessa obra é que temos um “Inception”: pois Semente de Bruxa é nada mais do que uma releitura do clássico A Tempestade, de Shakespeare, onde sua história acontece quando um diretor de teatro tenta representar esta peça dentro da própria história. É de explodir a cabeça! 

Margaret Atwood ainda apresenta de forma primorosa uma versão de William Shakespeare que, para muitos como eu, tomou ciência de sua obra por meio de a Semente de Bruxa. É uma narrativa que me fez refletir muito sobre vingança e, de certo modo, a redenção; não com os outros, mas, sim, consigo mesmo e provavelmente você vai entender quando for a hora. 

Resenhista: Lucas Gonçalves

Fonte: Skoob

2 pensamentos em “Semente de Bruxa (Atwood, Margaret)

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