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De tempos em tempos, a literatura infantojuvenil aparece por aqui para reforçar a importância dessa categoria para os leitores. Vivemos em um país com uma população que lê, em média, apenas 2,43 livros ao ano – o que significa que o baixo índice ainda pode ser resgatado por meio de narrativas que, mesmo não sendo consideradas clássicas, abrem portas para quem está iniciando o hábito na rotina.

Anos atrás, eu dividia as minhas leituras em livros “próprios” e “impróprios”, sendo os best-sellers infantojuvenis categorizados nesta segunda lista. Hoje, consigo perceber quão errada eu estava ao desprezar histórias como Divergente, da escritora americana Veronica Roth, que é muito mais do que um boom entre os adolescentes.

“De que serve um corpo preparado se você tem Uma mente confusa?”

Além de ser o primeiro livro de uma saga de quatro obras, Divergente é uma narrativa sobre uma sociedade dividida em facções com caraterísticas únicas. Na Abnegação, você é uma pessoa que abre mão das coisas e retém apenas o que é necessário; na Amizade, você é uma pessoa que se importa com o outro; na Audácia, você é uma pessoa corajosa; na Franqueza, você é uma pessoa que sempre preza pela sinceridade e na Erudição, você é uma pessoa com muita inteligência.

A personagem principal é Beatrice, uma jovem que vive na Abnegação, mas que é obrigada a esconder que seu teste de aptidão não lhe permitiu identificar a sua facção. O que você faria se soubesse que teria que escolher entre ficar com sua família ou buscar um novo grupo para se sentir aceita? Assim como a famosa trilogia de Suzanne Collins, percebemos que Roth traz à tona uma discussão sobre as camadas que a sociedade faz com que tenhamos que pertencer.

“Meu pai costumava dizer que, às vezes, a melhor maneira de ajudar alguém é simplesmente ficando a seu lado.”

Quando fazemos uma analogia da ficção com a realidade, percebemos que a distopia é uma versão que deveria ser futurista, mas que acaba se tornando tão atual quanto o que imaginávamos. O cenário retratado em Divergente já consegue resumir que ainda separamos e dividimos as pessoas, talvez por uma consequência social ou simplesmente porque o status econômico ainda é o maestro do mundo.

Apesar de ficar feliz em me aventurar na série de Roth, devo confessar que esperava mais. A quantidade excessiva de personagens e cenários faz com que o leitor tenha que se desdobrar para entender a importância de cada um para o roteiro. Sendo assim, só me resta continuar a leitura pela segunda obra e esperar que as aventuras tragam mais do que adrenalina.

Fonte: Skoob

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