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Sabe aquele livro que você fica namorando, mas nunca sai do primeiro encontro? Quando decidi que iria finalmente conhecer as histórias de Olhos d’Água, da escritora brasileira Conceição Evaristo, percebi que algumas obras valem o tempo de espera.

Decidi que 2020 seria um ano literário diferente: além de incluir apenas mulheres no repertório, resolvi que também optaria por mais obras nacionais. Sendo assim, a escolha por um clássico da literatura brasileira fez com que eu cumprisse as duas metas de uma só vez.

É impossível não se apaixonar com as narrativas de Conceição Evaristo. Apesar de toda a tristeza em navegar por cenários pobres e violentos, o retrato poético de Olhos d’Água é um microfone de diversos problemas que envolvem homens e mulheres. 

São mães, filhas e avós que precisam enfrentar diariamente as dificuldades e, como se não bastasse, as desigualdades sociais, gênero e classe que diariamente somos expostos. Cada um dos 15 contos tem uma voz e desperta um sentimento único, até mesmo para quem não tem vínculo ou histórico com as críticas abordadas.

As lembranças recriadas por Olhos d’Água podem causar reconhecimento ou estranheza, mas são parte da realidade de muitas brasileiras. Afinal, como não se emocionar com a fragilidade de Conceição Evaristo que, mesmo com toda a simplicidade do mundo, consegue idealizar um cotidiano que passa despercebido até para o oprimido.

Quando foi a última vez que você leu tantas verdades?

“Eu sei que não morrer, nem sempre é viver. Deve haver outros caminhos, saídas mais amenas.”

Fonte: Skoob

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