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Quando falamos de poesia latino-americana, alguns nomes surgem a mente: o argentino Jorge Luis Borges, a brasileira Hilda Hilst e seu compatriota Carlos Drummond de Andrade, o chileno Pablo Neruda, entre tantos outros poetas. Hoje vou me dedicar a falar exclusivamente do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda, e seu livro Cem Sonetos de Amor.

Na minha pesquisa para escrever essa resenha, descobri coisas sensacionais sobre o livro de Neruda. Para quem ainda não leu, a obra é dividida em quatro partes, que são marcadas pelo período de um dia: Manhã, Meio-Dia, Tarde e Noite, nas quais o autor expressa em sua totalidade o significado da palavra amor, direcionando seus poemas para Matilde, a terceira mulher que o acompanhou até a sua morte.

“Matilde, onde estás? Notei, para baixo,
entre gravata e coração, acima,
certa melancolia intercostal:
era que de repente estavas ausente.”

Outra descoberta é que o soneto “A Dança” foi divulgado no filme “Patch Adams – O Amor é Contagioso”, estrelado pelo saudoso Robin Willians e lançado em 1998, levando duas indicações ao Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar, como Melhor Trilha Sonora. O filme narra a história de um médico que, após uma tentativa de suicídio, buscar ajudar seus pacientes com bom humor.

Mas os escritos desse famoso chileno não param por aí. O filme franco-belga-italiano Il Postino, que no Brasil ficou conhecido como O Carteiro e o Poeta, retrata o exílio do poeta chileno em uma ilha na Itália e a formação de uma sólida amizade com seu carteiro. É um filme vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora Original de 1996 e com indicações de Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado.

É evidente a influência de Neruda para a história da literatura como para a do cinema, servindo inclusive de referências em canções do Emicida ou de séries norte-americanas como How I Met Your Mother, onde o personagem principal é um grande fã desse chileno.

Cem Sonetos de Amor ressoa alto a voz de seu escritor, deixando um legado e uma introdução quase que perfeita para quem deseja se perder e aprofundar ainda mais em seus escritos, que emocionaram a minha e outros gerações de leitores.

“AMOR, quantos caminhos até chegar em um beijo,
que solidão errante até sua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em Taltal não amanhece ainda a primavera.”

Resenhista: Lucas Gonçalves

Fonte: Skoob

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